quinta-feira, 29 de julho de 2010

MARCAS

MARCAS
Aparecido Donizetti Hernandez


A felicidade começa quando nascemos?
A felicidade é um dos objetivos da vida...
Quando a temos? Quando a teremos?
Na infância, quando brincamos
Contemplando e se deslumbrando
Em cada nova descoberta.
Na adolescência, quando descobrimos
O que pode ser o amor e a dor?
Quando pensamos que somos o
Centro do mundo
E ele gira à nossa volta!
Na meia idade, quando pensamos que
Já passamos por tudo,
Mas ainda não passamos por nada.
Na velhice, quando tememos...
Tememos até o amor.
Quando começa a felicidade?
A felicidade é uma busca constante,
E para encontrá-la, temos que ter as marcas,
As marcas do tempo...
Que as marcas do tempo deixem em nós,
Não somente lembranças,
Mas, também pequenas brumas de felicidade!

SUAVE AMOR

SUAVE AMOR
Aparecido Donizetti Hernandez

29/Julho/2010 - 14h31


Levemente instalastes nos rumos da vida,
Instantaneamente como a
Lua que surge quando o Sol se põe.
Impulsivamente como acontece o Amor, em um segundo como o vento leva às
Nuvens.


Ruidosamente como o vendaval, você me Enloquece, tirando de mim os Gemidos da minha
Intranquila dor, levando-me a
Navegar nas
Águas tranquilas do amor...


Amor de tranquilo ardor,onde
Navego
Diuturnamente meus sonhos Rudes de angústias de nosso Amor.
Dilacerando o meu coração, mantendo a
Esperança de viver sem dor.

BALÉ DA MORTE

BALÉ DA MORTE
Aparecido Donizetti Hernandez
29/julho/2010 - 12h48



Ensandecido pelo sofrimento
Lá vem o Touro...

Cifres ponteagudos, porte esbelto.
Lá vem o toureiro com suas vestes agarradas ao corpor,
Postura erecta e com movimentos suaves
Sacode sua capa vermelha ao vento...
Com a capa e seus movimentos de corpo, o toureiro dança seu balé...
O balé da morte e do sofrimento!

terça-feira, 27 de julho de 2010

AMOR EM LIBERDADE


AMOR EM LIBERDADE
Aparecido Donizetti Hernandez

20/Janeiro/2010 - 11h06



Escrever sobre o amor e o desamor
Não é tarefa fácil, para quem somente prega o amor.
Não existe desamor, existe desilusão.

O amor é inexplicável... quando o amor,
Pode ser entendido de várias formas,
- O amor entre duas pessoas de forma imaterial.

Distinguir entre o amor material e o imaterial...
O amor pregado sublime e inconteste pela vida,
O amor pregado pela Humanidade,
O amor pela liberdade...

Oh! Amor que tenho por ti que choras,
Na distância que nos separa, maior que
A distância entre a vista das Janelas de Marília e Dirceu,
E somente te encontro em meus sonhos,
Não há para nós nem mesmo a fonte dos suspiros.
Suspiro somente em meus sonhos sem fonte e sem você,
Suspiro de angústia de não poder te ver.



Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez


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Lilian Regina de Andrade

TEATRO DA VIA

TEATRO DA VIDA
Aparecido Donizetti Hernandez

26/Janeiro/2010 - 15h50


Quantas saudades sinto de ti!
Não vês , não sentes... mas sempre estou à sua espera
quando partes para a guerra - guerra que travas com seus conceitos,
com sua historia, com seus medos.

Medo de quê tens?,
Sofreres, magoar-se?
Medo da vida,
medo do passado,
medo do futuro,
do presente?

Medo de quê?
Medo, do medo,
Medo da vida?
Sim , medo da distância.

A vida pode se um teatro,
Mas que nós sempre possamos representar os papéis
em defesa da humanidade,
do amor, da compreensão,
da cumplicidade do nosso amor!

FASES DA LUA

FASES DA LUA
Aparecido Donizetti Hernandez

04/fevereiro/2010 - 21h10

Nossa vida, às vezes, parece as fases da lua,
estamos minguantes quando estamos cabisbaixos,
sem perspectivas, muitas vezes até sem esperanças;
aí antes de sumir, começamos a ser como a lua crescente...
sempre aparece um fio de esperança...
a esperança que permanece em nossa alma, em nosso espírito.

Começamos parecer lua nova - grande, linda, resoluta,
ainda sem muito brilho, mas linda,
exuberante no céu da vida, quase onipotente.

Quando somos a lua cheia?
Somente somos a lua cheia na hora
que o brilho intenso de nossas realizações
estão intimamente ligadas
ao brilho intenso das estrelas no céu
que refletem a luz própria dos que estão ao nosso lado,
juntos transformando o brilho da lua cheia dada pelo Sol;
e emprestando sua beleza
à realização coletiva e à preservação da Terra.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

RIACHO

RIACHO
Aparecido Donizetti Hernandez


21/Julho/2010 – 14h25




Seu temperamento fascinante, temperamento de alma livre,
Como livre tem que ser o amor... livre, mas com ardor,
Como és livre, não a compreendes os que tentam controlar o seu amor.

Alma translúcida de mulher com corpo torneado de curvas sinuosas,
A conheci caminhando descalça nas areias brancas à beira do riacho,
Riacho de águas claras e límpidas, que refletia o sol de fim de tarde,
Criando luzes como na aurora boreal.

Luzes que fixaram em minhas retinas
A imagem que carrego da primeira vez que a vi,
Com seu longo vestido carmim com adereços azuis
E fascinante sorriso em seus lábios,
Lábios que a primeira vez beijei e nunca mais esqueci.

Temperamento fascinante que embeleza meus sonhos,
Sonhos de poder todas as noites te ver,
E nunca mais te ter
À beira do riacho de areias brancas de águas cristalinas...
Cristalinas como o ardoroso amor que nutro por ti.