terça-feira, 25 de outubro de 2011
ESTRELA DA MANCHESTER
NAS ÁGUAS DE AMARALINA
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
VIAJANTE
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
FOGÃO A LENHA
Fogão a Lenha
Causos da Nona
Extraído da fábula de domínio popular
Aparecido Donizetti Hernandez
Em minha infância ouvi muitas histórias à beira do fogão à lenha, contadas por minha avó, visto que todas elas sempre com sabedoria popular, tendo seu fundo de verdade: histórias e fábulas que se perderam no tempo; histórias que ninguém sabe onde começou e quem as criou.E assim, contou, certa vez, minha avó:
"Nos primórdios tempos, onde a capivara ainda tinha rabo, cujo rabo era esbelto, lindo e vistoso, a capivara cuidava-o com muito zelo, considerando seu rabo o mais belo da fauna, e o era.
Num belo fim de tarde de verão, onde o sol quase se pondo no horizonte e a brisa fresca e suave amenizando o calor do dia; a capivara, com seu esbelto rabo, sentou-se à beira da estrada acompanhada de seu melhor amigo, o macaco - também com seu lindo e longo rabo. Ambos à beira da estrada... larga estrada de areão, onde raramente passava viva alma. Ali sentados contavam histórias um ao outro, lembravam de fatos já passados, que juntos fizeram e colocavam em dia os assuntos vigentes da floresta.
À beira da estrada, macaco e capivara estendiam seus rabos sobre a branca areia do caminho, tranquilos e proseadores mantinham-se dessa forma. Ocorreu que nessa tarde, ao longe, se ouvia o ranger de rodas, e logo a capivara alerta seu companheiro e amigo:
- Compadre Macaco não quero deixá-lo preocupado, mas o ranger são de rodas de um carro de boi.
O macaco não deu a menor importância para o alerta da Capivara e continuava com seu longo rabo sobre a estrada de areão.
A amiga capivara não entendia porque o macaco somente continuava a contar histórias de forma empolgada e fazendo estrepolias, não dando atenção ao seu alerta.
- Compadre Macaco, já estou avistando ao longe... é mesmo um carro de boi, com oito juntas e está vindo em nossa direção, tire seu rabo da estrada.
O macaco somente continuava com suas estrepolias e contando suas histórias, mantendo seu longo rabo sobre a estrada.
- Compadre macaco, tire seu rabo da estrada, o carro de boi está muito próximo. O macaco nada de tirar seu longo rabo do meio da estrada.
O carro de boi com oito juntas, carregado e rangendo suas rodas, aproxima-se mais e mais, e nada do macaco tirar seu longo rabo da estrada. A capivara continuava a se preocupar com o rabo do amigo macaco estendido sobre a estrada de areão.
- Compadre Macaco, o carro de boi está chegando e seu rabo continua na estrada.
O carro de boi chegou, o macaco recolheu seu rabo e sentou-se em cima; a capivara, que estava preocupada com o rabo de seu amigo macaco, esqueceu-se que o seu esbelto e lindo rabo, que tanto admirava, também estava na estrada, e o carro de boi passou por cima, decepando-o.
Por isso hoje as capivaras não tem mais rabo. Quem cuida do rabo dos outros esquece seu próprio rabo".
Assim, ouvi enquanto menino, histórias e fábulas, contadas por minha avó à beira do fogão a lenha...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
ABSOLUTO
- Faces do Amor -
Aparecido Donizetti Hernandez
24 de agosto de 2011.
10h07
O tempo é relativo...
Há momentos de felicidade
Que somente nossa retina pode registrar
Ou nosso corpo sentir...
- Pequenos gestos do bebê
Quando nos reconhecem,
Leves movimentos do feto no útero,
Pequenos toques de afago,
Uma pequena folha caindo ao vento,
O rodopiar da paina
Levada ao acaso pelos céus -
Nessa efêmera vida
Onde a relatividade do tempo passa em segundos
Somente o amor não pode ser relativo...
Ele transpassa o tempo todos os tempos.
- Que o amor tenha em nossas vidas
O calor intenso do sol
E seja para nossas almas
Refrescante como a suave brisa dos dias de verão.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PERDIDO NA NOITE
PERDIDO NA NOITE
Aparecido Donizetti Hernandez
Me perco na noite à procura de sua boca,
do cheiro de seu hálito,
de seu perfume,
de seus toques... com seus dedos suaves.
Me perco na noite à procura de seus carinhos,
à procura de sua silhueta,
de seu sorriso,
de seus molhados beijos...
Me perco na noite... na "Aurora" das ruas,
seu cheiro procuro
... nas bocas de mulheres que não beijam,
procuro seus beijos...
... Nas "Augustas" ruas, tento sentir seu perfume,
não encontro seu cheiro e sua silhueta
nas noites perdidas das "Aurora" e "Augusta" ruas,
... nessa nova noite perdida à sua procura.




